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Avianca deixa de fazer três voos internacionais

Em recuperação judicial, Avianca do Brasil deixara de fazer voos internacionais a partir de 31 de março de Guarulhos para Santiago, Miami e Nova York.


A companhia aérea entrará em contato com todos os clientes, que estão com bilhetes comprados posteriores à data mencionada e os casos serão resolvidos individualmente. Clientes poderão escolher entre o reembolso integral do valor pago pela passagem ou reacomodação em voos de companhias aéreas parceiras da Avianca Brasil, sem custo extra.

A Avianca salientou que todos os demais 26 destinos estão preservados e que continua operando normalmente, com mais de 240 voos diário.


A Avianca garantiu pelo menos 60 dias de operações sem a ameaça de devolução de aeronaves para seus lessores. O prazo se encerra no dia da assembleia geral de credores em abril, ainda sem data marcada.

A empresa aérea informou que no momento o objetivo é adequar sua operação à atual demanda de passageiros.

A Avianca Brasil é separada da Avianca Holdings, com sede na Colômbia. Mas elas pertencem a um mesmo grupo, do empresário boliviano German Efromovich.


"A Avianca Brasil informa que a tutela de suas aeronaves foi prorrogada até a Assemblea Geral dos Credores, que deve acontecer na primeira quinzena de abril de 2019. Ou seja, a frota segue protegida e nenhuma medida – como reintegração de posse, por exemplo – pode ser adotada. Assim, a companhia segue transportando seus milhares de passageiros e atendendo a todos com a excelência de sempre.

A empresa reitera que está totalmente focada em garantir a continuidade de suas operações, a sustentabilidade do negócio e o plano de Recuperação Judicial."


Avianca soma quase R$ 500 milhões em dívidas, sem considerar os débitos das arrendadoras de aviões.

De acordo com a Reuters, quando pediu recuperação judicial no mês passado, a Avianca Brasil admitiu a possível perda de 14 aviões, o que, segundo ela, afetaria 77 mil passageiros em um período de três semanas.

O pedido de recuperação, ao mesmo tempo em que protege os credores, não cobre arrendamentos, que são a fonte de toda a frota de 46 aeronaves da empresa.

O plano de recuperação judicial prevê também que a empresa se desfaça das autorizações de pousos e decolagens, bastante disputadas no mercado, principalmente as dos aeroportos de Brasília e Congonhas. Com os recursos levantados, a companhia pagaria os credores.


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